picar palavras indiscriminadamente
é fácil
escrever tudo que vem na cabeça de repente
é fácil
montar um monumento colossal de imagens e metáforas
é fácil
chamar tudo isso de poesia
é fácil
*
o óbito do verso nutrido
é falso?
Wednesday, October 14, 2009
Le poèm ne meurt
Le poèm ne meurt pas pour avoir vécu: il est fait expressément pour renaître de ses cendres et redevenir indéfiniment ce qu'il vient d'être.
(Valéry. Poésie et pensée abstraite)
quatro versos sem pretensão
enquanto eu miro a rigidez do dedo que ameaça
queria mesmo era me perder num labirinto de sentenças quebradas
*
ouça o velho trovador do mato quando diz:
“escute a cor dos passarinhos!”
queria mesmo era me perder num labirinto de sentenças quebradas
*
ouça o velho trovador do mato quando diz:
“escute a cor dos passarinhos!”
Tuesday, July 21, 2009
pequei!
pequei, admito
e não escondo
não me pergunte por que
se tive a audácia de fingir por tanto tempo
como teria medo de me lançar à própia sorte?
em meu testamento, deixo-lhes o entendimento
comigo, levo só incoerências...
e não escondo
não me pergunte por que
se tive a audácia de fingir por tanto tempo
como teria medo de me lançar à própia sorte?
em meu testamento, deixo-lhes o entendimento
comigo, levo só incoerências...
Tuesday, July 14, 2009
desculpas
por favor, prossiga!
não se detenha ante tais gemidos
são coisa boba...
*
emoção à toa de quem não tem barragens
febre fluida inteira irrepresada
*
ora, não se acanhe!
*
uma pá de lágrimas furtivas
não serão rasura em cenas já ensaiadas
- ninguém mais dá por isso! -
*
siga firme, incólume,
que é agitação inofensiva...
*
...a não ser para mim:
mutilada a cada hora repetida!
Friday, July 03, 2009
Subscribe to:
Posts (Atom)

